Entrevista com Lucile Dubroca, criadora do Lulu Jardine

Aproveito o tempo para ouvir pedidos e orientar meus clientes na direção certa

Neste Artigo:

Trocar com Lucile Dubroca √© um verdadeiro interl√ļdio de bom humor e conv√≠vio. Paisagista h√° mais de 20 anos, esta entusiasta da natureza especializou-se no redesenvolvimento de jardins privados atrav√©s de sua pr√≥pria ag√™ncia que ela chamou erroneamente de "Lulu Jardine". Para al√©m dos espa√ßos exteriores que revalida com talento, a jardineira de Marselha dedica uma grande parte do seu tempo livre √† vida associativa: hortas comunit√°rias, v√°rios projectos em parceria com a cidade de Marselha, interven√ß√Ķes nas escolas... Lucile Dubroca transborda projetos, enquanto aproveita o tempo para saborear sua nova aventura profissional. √Č tamb√©m como jardineira que ela concordou em responder √†s nossas perguntas, com a energia e o bom humor que a caracterizam.

Depois de vários anos em um escritório de design, você decidiu lançar sua própria estrutura... Por que essa escolha?

Na verdade, trabalhei por vinte anos em uma ag√™ncia, cuja maioria dos projetos foi realizada em estreita colabora√ß√£o com planejadores urbanos e autoridades locais. Quando terminei meus estudos na Versailles Landscape School, no in√≠cio dos anos 90, n√£o foi f√°cil para mim encontrar minha voca√ß√£o precisa. Ent√£o eu segui a voz mais valiosa da √©poca trabalhando em v√°rias ag√™ncias de paisagismo no exterior, em projetos de grande escala. Esta experi√™ncia levou-me a Portugal, onde durante 10 anos participei no paisagismo exterior de jardins p√ļblicos, escolas, hospitais com o Atelier ARPAS... Ainda que estes anos tenham sido extremamente enriquecendo do ponto de vista pessoal e profissional, tive a vontade de recorrer a uma estrutura menor, na qual pudesse gozar de total liberdade. Ent√£o eu comecei sozinho na aventura "Lulu Jardine" quase tr√™s anos atr√°s.

Entrevista com Lucile Dubroca, criadora do Lulu Jardine: jardine

Como você entende seu trabalho diário?

Primeiramente, agradeço o contato com meus clientes! Aconselhá-los e tranquilizá-los sobre suas escolhas é um passo importante nas primeiras entrevistas. Aproveito o tempo para ouvir seus pedidos e direcioná-los na direção certa para que seu projeto seja coerente: um espaço ao ar livre, seja qual for sua natureza, deve, de fato, permanecer fácil de manter, estando em harmonia com seu ambiente. (sol, vento..). No lado vegetal, eu prefiro as plantas locais, tanto quanto possível, que não temem o forte calor de Marselha ou os golpes de Mistral.

Entrevista com Lucile Dubroca, criadora do Lulu Jardine: jardine

Você investiu muito na vida da comunidade, conte-nos sobre seus diferentes projetos...

Eu embarquei em anima√ß√£o escolar, com o estabelecimento de oficinas de jardinagem para crian√ßas. Uma atividade decidiu um pouco por acaso, seguindo um pedido de uma associa√ß√£o em Marselha em busca de profissionais neste setor. A oportunidade para eu diversificar a minha vida di√°ria, mas especialmente uma experi√™ncia enriquecedora, que me permitiu apreender o per√≠odo de inverno com muito mais leveza! Al√©m disso, estou em contato com os coletivos Terre de Mars e Terre en vue, que est√£o trabalhando para reintroduzir a agricultura urbana. A ideia √© restaurar terras cultivadas abandonadas ou alvejadas por empreendimentos imobili√°rios, o que n√£o s√≥ permite integrar as popula√ß√Ķes locais atrav√©s de um trabalho coletivo no jardim, mas tamb√©m contribuir para a renova√ß√£o da soberania alimentar por curtos circuitos, associados √† consci√™ncia de t√©cnicas e ciclos de cultura. Estamos no processo de estabelecer um acordo com a cidade de Marselha na pra√ßa da rotunda, onde ofereceremos oficinas de jardinagem no outono.

Entrevista com Lucile Dubroca, criadora do Lulu Jardine: lulu

Finalmente, quais jardins inspiram você?

Meus gostos s√£o mais para jardins simples, onde tudo √© criado a partir de um complexo existente. Eu particularmente gosto da iniciativa tomada no terreno baldio industrial de Saint Nicolas em Redon, em que uma associa√ß√£o tem experimentado h√° v√°rios anos com o cultivo em terras polu√≠das, n√£o destinadas a este tipo de projeto. Este √© um grande desafio, aliado a uma experi√™ncia interessante, j√° que jardineiros e v√°rias partes interessadas usam apenas os elementos que possuem no local, sem trazer nada do lado de fora. Al√©m disso, estou muito interessado no trabalho de Thomas Martin, um jovem jardineiro paisagista da DPLG em Marselha, que experimenta entre outras coisas a cultura da lasanha: a √ļltima consiste em sobrepor caixas e res√≠duos compost√°veis ‚Äč‚Äčpara formar o substrato nutriente que fertiliza os lugares. negligenciada da cidade. "Nada se perde, nada √© criado, tudo se transforma", √© um lema que se aplica muito bem ao meu modo de apreender o jardim, porque √© essencial para mim valorizar o que temos.. Este ser√° o maior desafio para as gera√ß√Ķes vindouras.

Entrevista com Lucile Dubroca, criadora do Lulu Jardine: lulu

Mais informa√ß√Ķes em //lulu-jardine.com/

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